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Jovens de Cubatão buscam caminhos para driblar a violência28/11/2018

Conferência reúne mais de 100 crianças e adolescentes

Mesmo contando com uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra a mulher, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os casos de feminicídio não decaem no País. "Basta acompanhar o noticiário na televisão. Há sempre alguma manchete sobre violência doméstica", disse, preocupado, Breno Queiroz, de 15 anos, morador da Vila Esperança, um dos mais de cem adolescentes participantes da V Conferência Municipal Lúdica dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizada na tarde desta quarta-feira (28) em Cubatão.

O evento, na sede do Centro de Aprendizagem Metódica e Prática "Mário dos Santos" (Camp-Cubatão), Rua José Vicente, 440, bairro Sítio Cafezal, teve como tema central a "Proteção Integral, Diversidade e Enfrentamento das Violências". "A lei Maria da Penha não foi suficiente para conter a agressão contra as mulheres. É preciso alterar a legislação", completou Breno Queiroz.

Já a atenção de Tainara Nascimento, de 16 anos, residente no Jardim Nova República, é a violência contra as crianças, praticada pelos pais ou pelos responsáveis. "O governo tem de garantir um abrigo seguro, proteger essas crianças. Elas não podem permanecer em suas casas", disse, ao lado de outros adolescentes. "Quem pratica a agressão também deve ser punido com mais rigor", pediu.

Após a conferência municipal haverá a redação de um documento com as principais sugestões. O documento será apresentado no encontro regional, previsto para março de 2019, com representantes dos nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista. Na sequência, o encontro estadual será em Águas de Lindóia, em julho. Já o nacional está previsto para outubro, em Brasília.

Na abertura da conferência, o presidente do colegiado do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cubatão (CMDCA), Antônio Jorge dos Santos, ressaltou a importância da participação do jovem na busca de propostas para questões sociais. "Temos de fortalecer a voz da juventude. Essa conferência faz parte de um exercício constante de cidadania", afirmou, destacando que se deve repudiar qualquer tipo de violência.

O presidente do Camp-Cubatão, Arlindo Fagundes Filho, destacou a importância da adoção de políticas sociais voltadas a garantir mecanismos que contribuam para que cada um tenha uma vida mais confortável e tranquila. "Os jovens são protagonistas desse processo. Precisam participar sempre".

Também participaram da mesa de abertura dos trabalhos, Carlos Eduardo Silva Barbosa Rocha, representante dos adolescentes, e a coordenadora do Conselho Tutelar, Joselma Barbosa.

Texto: Melchior de Castro Junior - Mtb 15.702

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