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Seminário discute preservação do patrimônio industrial de Cubatão04/12/2018

Vilas operárias contam história da cidade
 
Alamedas sinuosas contornam as escarpas da Serra do Mar e, sob a constante sombra das copas da Mata Atlântica, vencem riachos e vales para conectar as 140 casas da vila operária Light, de 1926. A pouco mais de um quilômetro de distância, outra vila de trabalhadores do início do século passado ainda está de pé: Fabril, com 161 casas erguidas em estilo inglês, comunidade que um dia reuniu empregados da Companhia de Papel e suas famílias. Esses são apenas dois exemplos do rico patrimônio industrial de Cubatão que precisa e deve ser preservado para as futuras gerações. O desafio, que implica em não deixar essas construções se transformarem em ruínas, será o tema do seminário que acontece no 11 de dezembro (terça-feira), em Cubatão.
 
"Temos também algumas casas remanescentes da antiga Companhia Anilinas de Produtos Químicos", informou o historiador Welington Ribeiro Borges, citando a área que atualmente se transformou no principal parque urbano da cidade. As antigas moradias e escritórios, de 1916, hoje abrigam algumas repartições administrativas do parque.
 
Encontro - O seminário Desafios para a Preservação do Patrimônio Industrial de Cubatão, uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria Municipal de Cultura, será realizado no auditório da Câmara de Cubatão das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas.
 
Com a participação de especialistas e integrantes dos conselhos de turismo, de políticas culturais e de defesa do patrimônio histórico, será conduzido pela historiadora Celma do Carmo de Souza Pinto, doutoranda da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília. Celma Pinto já publicou três livros sobre a cidade: Anilinas; Meu lugar no mundo: Cubatão; e Cubatão, História de uma Cidade Industrial. A entrada é franca.
 

Texto: Melchior de Castro Junior - Mtb 15.702

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