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Composteira cabe em qualquer lugar: até ao lado da mesa do escritório26/02/2019

Prefeitura estimula o tratamento do lixo orgânico
 
Ao lado da mesa do escritório, a inusitada companhia de minhocas saboreando um banquete de lascas de legumes com tenras folhas de verduras e, como sobremesa, cascas de frutas. Apesar da intensa movimentação dentro dos baldes que um dia serviram de embalagem para óleos vegetais, não há ruídos ou odores desagradáveis. Ao final de cerca de três meses, o processo completa um ciclo e já é possível colher os primeiros produtos: um composto orgânico para adubar hortas e jardins e um eficaz biofertilizante que também pode ser utilizado como defensivo natural contra algumas pragas.

Essa composteira está justamente instalada na sede da Secretaria de Meio Ambiente, no primeiro andar da Prefeitura. Criada por iniciativa do secretário Mauro Haddad para justamente demonstrar, na prática, que não é preciso contar com um local especial para fazer a diferença na hora de realizar a destinação correta do lixo orgânico residencial. "Antes a composteira ficava na área de serviço de minha casa. Agora, está aqui, no escritório", disse, frisando que quem vive em apartamento sem sacada também pode colaborar com a natureza.

Mas como conseguir as minhocas? Tem pelo menos duas opções: na natureza ou de forma mais prática, pelo Google! Segundo Haddad, há sites que vendem "kits" com cerca de 300 minhocas por R$ 40. Mas mesmo sem essas incessantes cavadoras de túneis e galerias pode-se produzir composto orgânico e biofertilizante seguindo regras básicas na hora de montar a composteira.

São necessários três recipientes sobrepostos. Podem ser utilizados baldes, garrafões de água ou até embalagens pet de refrigerantes. Basta depositar no "pavimento superior", um pouco de terra, folhas secas ou serragem e descartar regularmente cascas de frutas, legumes e ovos, restos de verduras ou borra de café. "As verduras não podem ter temperos. E é preciso lavar as cascas dos ovos", detalhou Haddad.

Como os dois baldes superiores são furados na base, o líquido proveniente da decomposição, o chorume, se deposita no "pavimento térreo" da composteira. Com esse líquido se prepara o biofertilizante, diluindo uma parte de chorume para dez partes de água. Pode ser utilizado para regar hortas ou vasos e ainda ser pulverizado sobre folhagens, como defensivo natural contra pragas.

"Além de ser uma forma ecologicamente correta de se tratar o lixo orgânico doméstico, a composteira pode representar uma boa economia, já que auxilia nos cuidados da horta ou jardim", afirmou o secretário.

A intenção de Haddad é expandir a iniciativa para escolas e outros próprios públicos. Para isso já solicitou apoio financeiro ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). "Queremos realizar a compostagem em larga escala, utilizando resíduo orgânico das feiras livres e das podas das árvores. Para a criação de um pátio de compostagem desse porte seria necessário o investimento de cerca de R$ 800 mil.

Texto: Melchior de Castro Junior - Mtb 15.702

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