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Profissionais da Saúde são capacitados em 'investigação' de dengue, febre amarela e demais arboviroes28/03/2019

Objetivo é aprimorar precisão do diagnóstico
 
É comum pacientes irem ao Pronto Socorro com dores, febre e algum outro sintoma e saírem de lá com uma resposta: virose. O que muitos não sabem é que isso é apenas o início de um processo de investigação que pode elucidar de um simples resfriado até as chamadas arboviroses, ou seja, dengue, febre amarela, zyca ou chikungunya.
Esse foi um dos assuntos tratados nesta terça-feira (26) no encontro "Arboviroses e Febre Amarela", promovido pela Secretaria de Saúde para profissionais de medicina e de enfermagem da rede municipal.

Para que o diagnóstico seja preciso, até porque os sintomas das arboviroses são semelhantes, os profissionais devem reunir os sintomas do paciente ao contexto social, isto é, usar os dados epidemiológicos, conhecer o desenvolvimento das arboviroses onde atua e levar em conta o histórico pessoal e os eventos ocorridos com o paciente. "Você não trata a doença, trata o paciente. Cada um é uma pessoa com sua própria história clínica. O ideal é abrir a pesquisa e ir caminhando, levando em conta todas as possibilidades de diagnóstico", comentou o médico do Serviço de Vigilância Epidemiológica (SVE) de Cubatão Antonio Carlos Giometti.

Ao suspeitar de tudo, continua o médico, o profissional que está em contato com o paciente tem a oportunidade de pedir uma série de exames e realizar procedimentos para dar precisão ao diagnóstico. Além da precisão, a suspeita de arboviroses permite que a Secretaria de Saúde, por exemplo, acione o Serviço de Zoonoses para efetuar o bloqueio de vetores em torno da residência do paciente, reduzindo assim o risco de surto.

A atividade dessa semana complementa a programação de visitas do SVE em todas as unidades de Saúde desde o início do ano, em que a equipe vem qualificando os profissionais de cada uma nos procedimentos de exames e encaminhamento de suspeitas.

"A ideia do encontro é chamar nossas equipes para conversar. Há risco por causa de epidemias em outras cidades, como a febre amarela na Vale do Ribeira e a chegada no estado de São Paulo do vírus tipo 2 da dengue, que aumenta o risco da doença com sinais hemorrágicos, internação ou mesmo óbito", avalia a diretora de Vigilância à Saúde de Cubatão, Luciana Rozman.

Apesar dessa situação e de um alerta lançado pelo Ministério da Saúde sobre o aumento de casos de dengue no país, principalmente na região Sudeste, Cubatão registrou apenas um caso da doença nas primeiras 11 semanas do ano. Em 2018, no mesmo período, eram 2 casos. Quanto às demais arboviroses, a cidade ainda não registrou casos em 2019.

Texto: Alessandro Atanes - MTb 650/96 DRT-MT

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