O Instituto Cubatão Sinfonia realizou, nesta quinta-feira (13), uma roda de conversa com alunos do núcleo Cota 200 em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A atividade reuniu crianças e adolescentes para um diálogo sobre prevenção, respeito, direitos e formas de reconhecer situações de violência dentro e fora do ambiente familiar.
A conversa foi conduzida pela assistente social Socorro Bizinelli, com a participação da psicóloga Carolina Beltrão, que contribuiu com orientações sobre os impactos emocionais provocados por relações abusivas e a importância de buscar ajuda diante de situações que envolvam medo, sofrimento, controle ou violação de direitos.
Durante o encontro, os alunos conheceram aspectos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e conversaram sobre diferentes manifestações da violência, como agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais. De forma acessível à faixa etária dos participantes, também foram abordados comportamentos que podem ser confundidos com cuidado ou demonstração de afeto, mas representam sinais de alerta, como controle excessivo, humilhações, isolamento de amigos e familiares, ameaças e tentativas de limitar as escolhas do outro.
Para a assistente social Socorro Bizinelli, levar o assunto aos adolescentes é também uma forma de prevenção. Ao compreenderem desde cedo seus direitos e os limites que devem existir em qualquer relacionamento, os jovens passam a ter mais ferramentas para reconhecer situações de violência e também para auxiliar alguém próximo que esteja enfrentando esse tipo de situação.
A psicóloga Carolina Beltrão destacou ainda a importância da saúde emocional e da construção da autonomia. Durante a conversa, ela explicou que a violência psicológica pode acontecer de maneira silenciosa, atingindo a autoestima e fazendo com que a vítima tenha dificuldade para perceber que está inserida em uma relação abusiva.
A proposta estimulou a participação dos alunos, que puderam fazer perguntas, compartilhar percepções e compreender que situações de violência podem atingir diferentes pessoas e ambientes. O encontro reforçou, principalmente, que ninguém precisa enfrentar uma situação de violência sozinho e que é fundamental procurar um adulto de confiança ou uma rede de proteção quando algo não estiver bem.
Mais do que apresentar conceitos, a atividade buscou fazer com que os jovens levem o conhecimento para a vida. A orientação pode contribuir tanto para que reconheçam situações vivenciadas por eles próprios quanto para que saibam acolher e orientar um amigo, familiar ou outra pessoa próxima que esteja precisando de ajuda.
Informação também é prevenção – A realização da roda de conversa durante o Agosto Lilás amplia o trabalho desenvolvido pelo Instituto Sinfonia para além da formação artística. Por meio de ações socioeducativas, o projeto também promove espaços de diálogo sobre cidadania, convivência, respeito e desenvolvimento humano.
Criado em 2008, o Instituto Cubatão Sinfonia completa 18 anos de atuação em 2026, utilizando a música, a dança e outras manifestações artísticas como instrumentos de formação e transformação social. Ao longo de sua trajetória, o Instituto desenvolve atividades com crianças e adolescentes em diferentes regiões de Cubatão, fortalecendo vínculos e criando oportunidades por meio da arte.
As atividades desenvolvidas pelo Instituto Sinfonia contam com o apoio da Prefeitura de Cubatão, por meio da secretária de cultura (Secult), fortalecendo ações que unem formação artística, desenvolvimento social e cidadania para crianças e adolescentes do município.
De acordo com o Instituto, na Cota 200, assim como nos demais núcleos atendidos, o trabalho busca contribuir para a formação integral dos alunos. A roda de conversa sobre o Agosto Lilás integra essa proposta ao mostrar que aprender também significa conhecer direitos, desenvolver senso crítico, fortalecer a autoestima e saber onde buscar apoio.
Ao final da atividade, ficou uma mensagem especialmente importante para os participantes: reconhecer os sinais, conversar e pedir ajuda também são formas de proteção. Quanto mais cedo crianças e adolescentes têm acesso a esse conhecimento, maiores são as possibilidades de construírem relações baseadas em respeito, liberdade, diálogo e cuidado.
Por: Secom Cubatão/RF
Foto: Secom Cubatão/RF












