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Casa da Esperança comemora dois anos de seu “ renascimento” e faz planos para o futuro

  • 4 min de leitura

Construção de um espaço específico para assistência a autistas e contratação de mais técnicos está entre os  novos projetos

Em solenidade realizada na manhã desta quarta-feira (19), a Associação Casa da Esperança “Dr. Leão de Moura” comemorou sua plena recuperação iniciada há pouco mais de dois anos, após um longo período em que esteve ameaçada até de fechamento por problemas de gestão e falta de recursos. E já faz planos para aumentar a aperfeiçoar seu trabalho, dedicado a pessoas carentes.
A entidade, que atende atualmente a 355 pessoas com deficiência, estava sob intervenção da Prefeitura desde 2013 quando a diretoria foi afastada por decisão judicial. Nos anos seguintes, continuou enfrentando sérios prolemas e, no início de 2017, o prefeito Ademário Oliveira transferiu a direção para o Rotary Clube e o gestor da entidade passou a ser o presidente rotariano, Hermes Balula.
Ao discursar na solenidade de hoje, Balula disse que a recuperação da entidade pode ser qualificada como um “ renascimento”. Agradeceu a confiança nele depositada; falou das conquistas ocorridas em sua gestão; relacionou recursos obtidos da comunidade e do poder público municipal por meio de emendas impositivas ao orçamento da Prefeitura – apresentadas por vereadores – e agradeceu a colaboração dos  agentes públicos e dos parceiros da área empresarial.
Fez referência especial aos funcionários da casa, a quem qualificou de “ guerreiros”. Lembrou que eles continuaram trabalhando no período mais crítico da crise financeira da associação, mesmo sem receber salários. Segundo Balula, este ano pretende-se contratar mais duas fonoaudiólogas, duas psicólogas e dois terapeutas ocupacionais. Com isso, a previsão é aumentar de 355 para 390 o número de pacientes matriculados em atendimento.
O prefeito Ademário Oliveira, em resposta ao discurso de Balula, afirmou que a indicação do presidente do Rotary como interventor  é que foi fundamental para o bom êxito do processo de recuperação da entidade. “ Balula, sua escolha foi fruto de sua biografia e de sua história”, disse. Segundo o prefeito, a fase mais difícil do combate à crise da  Casa da Esperança foi a regularização jurídica da entidade, que, entre outros problemas, estava impossibilitada de receber recursos de órgãos públicos devido às suas pendências judiciais trabalhistas e com fornecedores.
Conforme Ademário, vencida a batalha jurídica, partiu-se para a busca de soluções na área financeira. Uma das principais medidas neste sentido foi a criação das emendas impositivas, por meio das quais os vereadores podem indicar em que setor deve ser aplicada parte dos recursos do orçamento municipal.
Isso possibilitou que, somente este ano, a entidade tivesse direito a R$ 480 mil, destinados pelos vereadores Erika Verçosa ( R$ 130 mil), Rafael de Souza Villar ( R$ 40 mil), Aguinaldo Araújo ( R$ 50 mil), Sérgio Calçados ( 200 mil) e Toninho Vieira ( 60 mil). Este mesmo vereador destinou para a Casa da Esperança, em 2018, toda sua verba impositiva, de R$ 300 mil.  Ao discursar, Toninho Vieira disse que a boa aplicação dos recursos pela direção da entidade justifica as doações. “Quando existe gestão, as coisas acontecem”. O vereador Ricardo Queixão, autor de uma emenda de R$ 25 mil, também discursou. “ Tenho certeza de que este dinheiro está em boas mãos”.
A secretária municipal de Saúde, Andréa Pinheiro, disse que como está hoje, a Casa da Esperança oferece mais segurança tanto no atendimento como para o surgimento de novos parceiros.
Depoimentos – Em clima descontraído e, ao mesmo tempo, emocionado, funcionários fizeram depoimentos. A assistente social Fernanda Braga, que trabalha há 10 anos na associação, disse que ver a entidade recuperada é gratificante e tem efeito transformador para as vidas de todos os que ali trabalham e são por ela beneficiados. “Foi por isso que nenhum de nós hesitou em segurar a bandeira da Casa da Esperança”.
“Se não tivéssemos acreditado em nós mesmos e no Sr. Balula como gestor, não estaríamos aqui hoje, nesta celebração”, disse Michelle Fernandes, coordenadora do grupo técnico da casa.  Segundo Michelle, está na hora de se pensar em novos projetos e, entre eles, consta a construção de um novo pavimento na sede da Rua XV de Novembro, 112 ( Vila Nova), destinando-o a autistas, cujo atendimento merece um espaço específico. Os autistas respondem por cerca de 90% das novas demandas da casa.
 
Texto: Paulo Mota
Fotos: Marcus Cabaleiro
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