Coronavírus: Acompanhe os números da imunização contra a covid-19 em Cubatão

Em um dia, cidade vacina 1.839 pessoas de 60 a 62 anos com a primeira dose

 
MOVIMENTO
Do primeiro dia da vacinação contra covid-19 para a faixa etária de 60 a 62 anos, na quinta-feira (6), até às 12 horas de sexta-feira (7), o Serviço de Vigilância Epidemiológica de Cubatão (SVE) aplicou a primeira dose de vacinas contra a covid-19 em 1.839 pessoas desse grupo, número que representa 47% da estimativa populacional dessa faixa etária na cidade. Isso representa quase metade da meta em apenas um dia e meio de imunização.
 
VACINÔMETRO
Conforme informações da plataforma Vacinômetro, do Governo do Estado, foram aplicadas 26.599 doses de vacinas contra o coronavírus em Cubatão, conforme atualização das 15 horas desta sexta-feira (7). São 2.725 doses em relação ao levantamento anterior (30/4), com uma média de 545 vacinas aplicadas por dia.
O número se refere a 16.897 primeiras doses e 9.702 doses de reforço. A plataforma é atualizada diariamente, em três horários, e pode ser acessada em https://vacinaja.sp.gov.br/vacinometro.
 
GRUPOS E FAIXAS ETÁRIAS
Em relação à vacinação por grupos e faixas etárias, a base são os números do SVE até as 12 horas dessa sexta-feira, com 26.609 doses aplicadas (17.470 primeiras doses e 9.139 segundas doses).
Além das 1.839 pessoas entre 60 e 62 anos, receberam primeiras doses 849 pessoas de 63 anos, 866 pessoas de 64 anos, 1.614 pessoas de 65 e 66 anos, 729 pessoas de 67 anos, 657 de 68 anos, 1.802 pessoas de 69 a 71 anos, 1.355 entre 72 e 74 anos, 713 em pessoas de 75 a 76 anos, 915 pessoas entre 77 e 79 anos, 1.028 pessoas entre 80 e 84 anos, 456 pessoas entre 85 e 89 anos e 280 pessoas a partir de 90 anos.
Entre os grupos profissionais, foram 3.678 primeiras doses em profissionais da Saúde (97,4% da meta) e 597 primeiras doses em profissionais da Educação (54%).
As segundas doses 2.981 em profissionais da Saúde (81% dos que receberam a primeira dose) e 4.761 idosos a partir de 68 anos (80,40% dos que receberam a primeira dose).
 
CALENDÁRIO
Cubatão mantém a vacinação de primeiras doses para as pessoas a partir de 60 anos. É obrigatória e apresentação de documento com foto e comprovante de residência.
Já a segunda dose, agendada sempre no ato da primeira dose, está sendo oferecida a toda a população a partir de 68 anos. Além dos documentos acima, para receber a segunda dose é necessário apresentar também o comprovante da primeira. O Plano de Imunização teve início na cidade em 20 de janeiro.
A cidade acompanha o calendário do Plano Estadual de Imunização.
 
Endereços
Parque Anilinas: primeiras e segundas doses para todos os grupos e faixas etárias para os quais estão disponíveis. A vacinação ocorre no local de segunda à sexta-feira, das 9 às 15 horas, com entrada pelo portão principal na Avenida Nove de Abril, s/nº. Idosos que devem receber a segunda dose e profissionais da Educação (com voucher) devem se vacinar no Parque Anilinas.
Já as unidades de Saúde estarão disponíveis apenas para primeiras doses. São elas a UBS Jardim Casqueiro (Rua Espanha, s/nº), USF Jardim Nova República-Bolsão 8 (Avenida Deputado Esmeraldo Tarquinio, s/nº), UBS Vila Nova (Rua São João, 185) e USF Mário Covas (Rua das Palmas, 128, Vila Natal).
Precauções
Em geral, como com todas as vacinas, diante de doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se o adiamento da vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.
Não há evidências, até o momento, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-CoV-2.
É improvável que a vacinação de indivíduos infectados (em período de incubação) ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença. Entretanto, recomenda-se o adiamento da vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção em atividade para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, idealmente a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.
Pacientes que fazem uso de imunoglobulina humana devem ser vacinados com pelo menos um mês de intervalo entre a administração da imunoglobulina e a vacina, de forma a não interferir na resposta imunológica.
 
ATENÇÃO!
Não é recomendada a administração de diferentes tipos de vacinas contra a covid-19; não há estudos que comprovem maior resposta imunológica quando são administrados no mesmo indivíduo vários tipos vacinas contra a covid-19.
A inaptidão temporária a doação de sangue e componentes associada ao uso de vacinas são:
Vacina adsorvida covid-19 (inativada) – Sinovac/Butantan: 48 horas após cada dose.
Vacina covid-19 (recombinante) – AstraZeneca/Fiocruz: 7 dias após cada dose.
Grupos especiais
Gestantes, puérperas e lactantes
A segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas nesses grupos.
Estudos em animais não demonstraram risco de malformações nos que estavam grávidos.
Para as mulheres, pertencentes a um dos grupos prioritários, que se apresentem nestas condições (gestantes, lactantes ou puérperas), a vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios.
As gestantes e lactantes devem ser informadas sobre os dados de eficácia e segurança das vacinas conhecidos assim como os dados ainda não disponíveis. A decisão de vacinação deve considerar:
O nível de potencial contaminação do vírus na comunidade;
A potencial eficácia da vacina;
O risco e a potencial gravidade da doença materna, incluindo os efeitos no feto e no recém-nascido e a segurança da vacina para o binômio materno-fetal.
O teste de gravidez não deve ser um pré-requisito para a administração das vacinas nas mulheres com potencial para engravidar e que se encontram em um dos grupos prioritários para vacinação.
A gestante e lactante pertencentes aos grupos prioritários, que não concordarem em serem vacinadas, devem ser apoiadas em sua decisão e instruídas a manter medidas de proteção como higiene das mãos, de máscaras e distanciamento social.
Caso opte-se pela vacinação das lactantes o aleitamento materno não deverá ser interrompido.
A vacinação inadvertida das gestantes (não sabiam que estavam grávidas) deverá ser notificada como um “erro de imunização” para fins de controle e monitoramento de ocorrência de eventos adversos. Nesse caso, a dose será considerada válida e a segunda dose poderá ser administrada.
Eventos adversos que venham a ocorrer com a gestante após a vacinação deverão ser notificados, bem como quaisquer eventos adversos que ocorram com o feto ou com o recém-nascido até seis meses após o nascimento.
Uso de antiagregantes plaquetários e anticoagulantes orais e vacinação:
Os antiagregantes plaquetários devem ser mantidos e não implicam em impedimento à vacinação. O uso de injeção intramuscular em pacientes sob uso crônico de antiagregantes plaquetários é prática corrente, portanto considerado seguro.
Não há relatos de interação entre os anticoagulantes em uso no Brasil – varfarina, apixabana, dabigatrana, edoxabana e rivaroxabana – com vacinas. Portanto deve ser mantida conforme a prescrição do médico assistente. Dados obtidos com vacinação intramuscular contra Influenza em pacientes anticoagulados com varfarina mostraram que esta via foi segura, sem manifestações hemorrágicas locais de vulto. A comparação da via intramuscular com a subcutânea mostrou que a primeira é segura e eficaz na maioria das vacinas em uso clínico. Por cautela, a vacina pode ser administrada o mais longe possível da última dose do anticoagulante direto.
Pacientes portadores de doenças reumáticas imunomediadas (DRIM):
Preferencialmente o paciente deve ser vacinado estando com a doença controlada ou em remissão, como também em baixo grau de imunossupressão ou sem imunossupressão.
Entretanto, a decisão sobre a vacinação em pacientes com DRIM deve ser individualizada, levando em consideração a faixa etária, a doença reumática autoimune de base, os graus de atividade e imunossupressão, além das comorbidades, devendo ser sob orientação de médico especialista. A escolha da vacina deve seguir as recomendações de órgãos sanitários e regulatórios, assim como a disponibilidade local.
 
Pacientes oncológicos, transplantados e demais pacientes imunossuprimidos:
A eficácia e segurança das vacinas covid-19 não foram avaliadas nessa população. No entanto, considerando a plataforma em questão (vetor viral não replicante e vírus inativado) é improvável que exista risco aumentado de eventos adversos.
A avaliação de risco benefício e a decisão referente à vacinação deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico assistente, sendo que a vacinação somente deverá ser realizada com prescrição médica.
 
Pacientes vivendo com HIV/Aids
Dados recentes de estudos conduzidos nos Estados Unidos da América e nos continentes europeu e africano têm demonstrado piores desfechos entre as pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) com doença causada pelo SARS-CoV-2 quando comparadas à população não infectada pelo HIV. A maior concentração de novo diagnóstico de infecção pelo HIV entre jovens (ainda em processo de controle de infecção), a maior prevalência de comorbidades e de múltiplas comorbidades entre PVHA, se comparados à população geral, cerca de 50% das PVHA em seguimento nos serviços pertencentes à faixa etária acima de 50 anos e imunossenescência associada ao HIV acabam contribuindo para que a maioria desta população esteja sob-risco acrescido para a ocorrência de complicações relacionadas à covid- 19.
Tanto a vacina Oxford-AstraZeneca quanto a Butantan-CoronaVac não possuem vírus vivos ou atenuados em sua composição. A primeira utiliza vetor virai (adenovírus) não replicante de chimpanzé, que carreia apenas o gene de uma proteína do coronavírus e a segunda vírus inativado (morto) entre os seus componentes. Deste modo, não há restrição ao seu uso em pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA), independentemente do valor do CD4. Outro ponto importante, é que os estudos destas vacinas incluíram PVHA entre os voluntários participantes e se mostraram seguras para toda a população estudada, não havendo registro de eventos graves relacionados a elas. Deste modo, orientamos que todas as PVHA selam imunizadas contra a COVID-19, seguindo os critérios/cronogramas estabelecidos pêlos Planos Nacional, Estadual e Municipal de Imunização.
 
Contraindicações
Hipersensibilidade grave (anafilaxia prévia) ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina;
Para aquelas pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma vacina covid-19.
 
GRUPOS PRIORITÁRIOS
Diante das doses disponíveis para distribuição inicial e a estimativa populacional dos trabalhadores de saúde, foi necessária uma ordem de priorização desse estrato populacional. Assim, a campanha de vacinação contra covid-19 segue rigorosamente as orientações do Documento Técnico Campanha de Vacinação contra a Covid-19 de 31 de janeiro de 2021 seguindo a ordenação:

  • Trabalhadores das Instituições de Longa Permanência de Idosos e de Residências Inclusivas (Serviço de Acolhimento Institucional em Residência Inclusiva para jovens e adultos portadores de deficiência);
  • Trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados, tanto da urgência quanto da atenção básica, que envolvidos diretamente na atenção/referência para os casos suspeitos e confirmados de COVID-19, a saber:
  1. a) Hospitais públicos e privados exclusivos para atendimento/referência de pacientes com covid-19, todos os funcionários.
  2. b) Hospitais públicos e privados com leitos (UTI e enfermaria) para atendimento de pacientes com covid-19, vacinar:
  • Todos os funcionários da UTI e enfermaria covid-19;
  • Profissionais de laboratórios que realizam a coleta de material e de bancada que realizam o processamento das amostras de pacientes com suspeita de covid-19;
  • Profissionais nos setores que realizam atendimento de pacientes suspeitos ou confirmados de covid-19 (ex: reabilitação);
  • Funcionários da recepção;
  • Funcionários da limpeza.
  1. c) Unidades de Pronto Atendimento e Pronto Socorro;
  2. d) SAMU/GRAU (Grupo de Resgate e Atenção as Urgências e Emergências);
  • Profissionais que realizam atendimento direto a pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19;
  • Profissionais da limpeza;
  • Motorista.
  1. e) Laboratórios:
  • Profissionais que colhem PCR, sorologia ou outros exames para diagnóstico de covid-19;
  • Profissionais de bancada que realizam o processamento das amostras de pacientes com suspeita de Covid-19.
  1. f) Unidades Básicas de Saúde, todos os funcionários.
  2. g) Vigilância em Saúde (Epidemiológica, Sanitária entre outros setores), todos os funcionários.
  • Demais trabalhadores dos serviços de saúde são todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. Compreende tanto os profissionais da saúde (ex. médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física vinculados que fazem parte de programas vinculados à Unidades de Saúde (ex. hiperdia), médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares), quanto os trabalhadores de apoio (ex. recepcionistas, seguranças, trabalhadores da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias e outros), ou seja, todos aqueles que trabalham nos serviços de saúde. Inclui-se ainda aqueles profissionais que atuam em cuidados domiciliares (ex. cuidadores de idosos, doulas/parteiras), bem como funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados. A vacina também será ofertada para acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios, com declaração da instituição de ensino.

Inaptidão temporária para doação de sangue e componentes associados ao uso de vacinas:
– Sinovac/Butantan: 48 horas após cada dose.
– AstraZeneca/Fiocruz: 7 dias após cada dose.

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