Cubatão se prepara para enfrentar a varíola dos macacos


Secretaria de Saúde prepara plano de contingência e treinamentos 

Sem casos confirmados de varíola dos macacos (monkeypox) no município até 5 de agosto, a Secretaria de Saúde de Cubatão tem se preparado para o novo caso de “emergência de Saúde Pública de importância internacional”, como declarado em 23 de julho pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em reunião realizada na quinta-feira (4), a equipe técnica da secretaria deu os primeiros passos para a concretização do Plano de Contingência para o município, a ser finalizado nos próximos dias, e organizou uma série de treinamentos para as equipes em consonância com o plano de enfrentamento lançado pelo Estado de São Paulo também no dia 4.

Nesta sexta-feria (5), lideranças e técnicos da secretaria participaram do treinamento “Vigilância e Assistância em Monkeypox no Estado de São Paulo”, promovido pela Secretaria de Saúde do Estado com integrantes do Centro de Vigilância Epidemiológica, Instituto Adolfo Lutz, Centro de Referência e Testagem, Hospital das Clínicas e Hospital Emílio Ribas. Os participantes desse encontro ficarão responsáveis por repassar as informações para as equipes nas unidades de Saúde.

No dia 16, em parceria com a Faculdade de Medicina de Cubatão, a Secretaria promove novo treinamento exclusivamente para os profissionais de Medicina da rede municipal. Novos treinamentos para toda a equipe técnica estão sendo organizados.

 

O QUE É

A varíola dos macacos é uma doença zoonótica viral e sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus. Apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatórios do vírus da varíola.

 

TRANSMISSÃO

É transmitida principalmente por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais, lesões de pele ou membranas mucosas de animais infectados. A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato próximo/íntimo com lesões de pele de pessoas infectadas, como por exemplo pelo abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também pode ocorrer por meio de secreções em objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.

A transmissão do vírus via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, membros da família e outros contactantes as pessoas com maior risco de serem infectadas. Outro meio de transmissão é via placentária (varicela congênita).

O período de incubação é tipicamente de 6 a 13 dias e pode variar de 5 a 21 dias de intervalo.

 

SINTOMAS

Para a maioria dos pacientes, os sintomas aparecem entre o 7° e o 17° dia após o contágio:

Febre acima de 38,5°C;

Fraqueza e mal-estar;

Dor de cabeça;

Inchaço e dor nos gânglios (principalmente atrás da orelha e atrás da cabeça).

 

As lesões aparecem na cabeça, na face e no pescoço, descem pelo tronco e chegam às extremidades em um processo que pode levar até 21 dias.

Inicialmente, elas têm o aspecto de mordidas de mosquito e, em seguida, viram vesículas parecidas com aquelas causadas pela catapora.

As lesões crescem juntas, de maneira uniforme, formam uma espécie de umbigo no centro e vão escurecendo. Quando viram crostas, caem e são substituídas pela pele normal que está embaixo. É só nesse momento, quando caem, que a pessoa infectada deixa de transmitir a doença.

Fontes: Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e página do médico Dráuzio Varella.

 

Foto: Freepik

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