Enfermeiros de Cubatão participam de capacitação de combate à varíola dos macacos


Profissionais de saúde puderam se aprofundar mais sobre o tema e esclarecer dúvidas

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou nesta quarta-feira (31) capacitação de enfermeiros do município para combater a varíola dos macacos (Monkeypox). As palestras aconteceram nas dependências do Hotel Lopes, na Vila Paulista. Ao todo, 46 profissionais da Saúde participaram de conversas com  especialistas e puderam se aprofundar mais em relação ao tema.

A conversa teve participação de  Mônica Moraes, agente do Núcleo de Educação Permanente (NEP). Mônica destacou a importância da capacitação dessas pessoas que estão na linha de frente no atendimento aos casos: “Os enfermeiros e enfermeiras estão bem atentos e interessados sobre o desenvolvimento da doença, transmissão e outros detalhes. Foram abordados diversos questionamentos e pudemos esclarecer todas as dúvidas”. O encontro também contou com palestra de Fabiana Bizon, coordenadora geral da Sociedade Beneficente Caminho de Damasco (SBCD).

A Secretaria Municipal de Saúde informa que em 18 de agosto, o corpo médico da SMS participou de  aula on-line sobre o mesmo assunto. Desta vez, a conversa foi com o médico e infectologista Evaldo Stanislau. O material também foi utilizado para a palestra presencial de hoje.  

O QUE É – A varíola dos macacos é uma doença zoonótica viral e sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus. Apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatórios do vírus da varíola.

TRANSMISSÃO – É transmitida principalmente por contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais, lesões de pele ou membranas mucosas de animais infectados. A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato próximo/íntimo com lesões de pele de pessoas infectadas, como por exemplo pelo abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também pode ocorrer por meio de secreções em objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.

A transmissão do vírus via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, membros da família e outros contactantes as pessoas com maior risco de serem infectadas. Outro meio de transmissão é via placentária (varicela congênita).

O período de incubação é tipicamente de 6 a 13 dias e pode variar de 5 a 21 dias de intervalo.

 

SINTOMAS – Para a maioria dos pacientes, os sintomas aparecem entre o 7° e o 17° dia após o contágio: Febre acima de 38,5°C; Fraqueza e mal-estar; Dor de cabeça; Inchaço e dor nos gânglios (principalmente atrás da orelha e atrás da cabeça). As lesões aparecem na cabeça, na face e no pescoço, descem pelo tronco e chegam às extremidades em um processo que pode levar até 21 dias. Inicialmente, elas têm o aspecto de mordidas de mosquito e, em seguida, viram vesículas parecidas com aquelas causadas pela catapora.

As lesões crescem juntas, de maneira uniforme, formam uma espécie de umbigo no centro e vão escurecendo. Quando viram crostas, caem e são substituídas pela pele normal que está embaixo. É só nesse momento, quando caem, que a pessoa infectada deixa de transmitir a doença.

Fontes: Ministério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e página do médico Dráuzio Varella.

Fotos: Thiago Guimarães/Divulgação PMC

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