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Fórum Baixada Santista debate 3ª pista da Imigrantes e destaca desafios logísticos regionais

Evento realizado no Bloco Cultural de Cubatão reuniu especialistas, lideranças públicas, estudantes e instituições técnicas
  • 7 min de leitura

Foi realizado nesta quinta-feira (27), no Bloco Cultural de  Cubatão, o Fórum Baixada Santista: Engenharia e Desenvolvimento Econômico – a 3ª pista da Imigrantes como vetor de integração e crescimento regional. O evento, realizado pela União das Associações de Engenharia e Arquitetura do Litoral Paulista (UALP) e apoio da Prefeitura de Cubatão,  reuniu lideranças públicas, empresariais, acadêmicas e profissionais de diversas áreas da engenharia para debater soluções e caminhos que conectem infraestrutura, inovação e empregabilidade ao futuro da Baixada Santista.

O encontro reforçou a urgência de avançar em projetos estruturantes capazes de superar os gargalos logísticos que ainda limitam o desenvolvimento regional. A expectativa em torno da construção da 3ª pista da Rodovia dos Imigrantes guiou grande parte dos debates ao longo do dia.

A abertura oficial contou com a presença do prefeito de Cubatão, César Nascimento; da coordenadora da UALP, engenheira Elisângela Freitas; da presidente do CREA-SP, Ligia Mackey; o presidente da Associação dos Engenheiros de Cubatão, Luiz Carlos Santos; do gerente regional do Sebrae, Marco Aurélio Rosas; e do presidente do Ipea, Luiz Augusto Moreira.

O prefeito César Nascimento destacou a necessidade de que o Governo do Estado de São Paulo perceba Cubatão como uma cidade que merece atenção especial: “Com todo o desenvolvimento que a Baixada Santista vivencia, especialmente com a expansão das atividades do Porto de Santos, é fundamental que o Estado olhe com cuidado para as cidades da região, em especial para Cubatão, que será a mais impactada geograficamente. Agradeço ações como esta, promovidas pelo CREA e pelas associações de engenheiros, que vêm se organizando e realizando discussões sérias sobre o tema. Todos nós vemos a terceira pista com bons olhos, mas também precisamos debater seus impactos”.

E continuou, “Hoje já temos cerca de 15 mil caminhões por dia regulados, que circulam pelas rodovias Anchieta e Cônego Domênico Rangoni, que conectam as margens direita e esquerda do Porto. Com a nova pista, a expectativa é de aumento de até 30% nesse fluxo. Precisamos saber: essas vias serão ampliadas? Porque, se não forem, teremos ainda mais transtornos para a comunidade cubatense”.

A coordenadora da UALP, engenheira Elisângela Freitas, destacou que o fórum foi planejado para fortalecer uma visão técnica e permanente sobre o tema. “A proposta deste Fórum é contribuir para que a 3ª pista se consolide como um projeto estruturado, orientado por critérios técnicos, continuidade e visão regional, e não condicionado a ciclos administrativos. Uma obra desse porte exige a participação de engenheiros civis, agrônomos, ambientais, de transportes, de segurança, eletricistas e mecânicos, além de profissionais de planejamento urbano, logística e mobilidade. Escolhemos Cubatão justamente por ser um ponto estratégico na logística da Baixada Santista, onde os impactos e oportunidades da obra ficam ainda mais evidentes”, ressaltou.

Ao longo da programação, cerca de 40 especialistas debateram os impactos da futura 3ª pista nos eixos de mobilidade urbana, integração porto–cidade, desenvolvimento econômico, sustentabilidade energética e capacitação profissional.

Entre os participantes estiveram secretários de sete cidades da Região Metropolitana, que discutiram os possíveis impactos que a 3ª pista poderá trazer para toda a Baixada Santista e propuseram ações imediatas para encaminhar soluções em conjunto com o Governo do Estado e o Governo Federal. Participaram do debate:

Fabrício Lopes, secretário de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo de Cubatão; Thaís Margarido, secretária de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá; Rafael Redó, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mongaguá; Tarcísio Lima, secretário de Planejamento de Bertioga; Gabriel Birket, secretário de Licenciamentos de São Vicente; Josie Yabuta, secretária de Planejamento de Praia Grande e Vinicius Camba, secretário de Planejamento Urbano de Itanhaém.

Durante o painel, os secretários municipais ressaltaram a necessidade de que os municípios sejam ouvidos pelos órgãos estaduais sobre os impactos negativos que a implantação da 3ª pista poderá causar durante e após sua execução. Também solicitaram que a UALP elabore um documento técnico a ser encaminhado ao Governo do Estado de São Paulo, com propostas para minimizar esses gargalos.

Questionado sobre se a terceira pista da Imigrantes representa uma solução ou um problema para Cubatão, o secretário Fabrício Lopes respondeu: “É importante ressaltar: nós não somos contra a chegada da 3ª pista da Imigrantes. Somos favoráveis à obra, desde que seja construída em um traçado mais adequado do que o atualmente proposto”.

Segundo o secretário, “a cidade tem trabalhado uma alternativa: a criação de uma via de ligação direta entre a 3ª pista da Imigrantes e o Porto de Santos, sem passar pelas rodovias Anchieta e Cônego Domênico Rangoni. Trata-se do Corredor Porto-Indústria, o COPI. Essa proposta foi apresentada em audiência pública realizada aqui mesmo no Bloco Cultural de Cubatão. Essa é a nossa estratégia para enfrentar um problema antigo: o gargalo de caminhões que se forma nas duas rodovias que cortam Cubatão. O Corredor Porto-Indústria teria 13,5 km de extensão, com início no Sítio dos Areais”.

Ainda de acordo com Fabrício, a Prefeitura entende que, se realizada de maneira correta, com obras complementares, a 3ª pista pode influenciar positivamente o desenvolvimento de toda a nossa região. “Ela pode permitir a expansão de atividades retro portuárias, a instalação de indústrias verdes e dar funcionalidade aos aeroportos de Guarujá e Itanhaém, fortalecendo e ampliando a capacidade produtiva de toda a Região Metropolitana”.

Os representantes municipais defenderam ainda a convocação da Agência Metropolitana da Baixada Santista para discutir um plano integrado de logística e mobilidade, com foco nas cidades de Cubatão, Praia Grande, Guarujá, Bertioga, São Vicente, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe e Santos.

No período da tarde, aconteceu o Painel com o tema “Cubatão: de símbolo de superação ambiental a referência em energia limpa”. Participaram da mesa o Cleiton Jordão Santos, secretário de Meio Ambiente, Segurança Climática e Bem-Estar Animal de Cubatão; Andrea Der Ridder, especialista em sustentabilidade e presidente da SUPERECO, e Flávia Ramacciotti, secretária de Meio Ambiente de São Vicente.

No encontro, o secretário compartilhou a experiência da participação de Cubatão na COP30, destacando que a cidade representou o Estado de São Paulo e toda a Baixada Santista. Em sua fala, ele afirmou: “Nós já conhecemos os problemas que tivemos com o crescimento desordenado de nossa cidade, conseguimos dar a volta por cima e nos tornarmos símbolo de recuperação ambiental. Neste debate sobre a terceira pista, precisamos estar atentos e discutir, principalmente, os resíduos que esse empreendimento trará para nossa região”.

Participaram do Fórum, o Secretariado cubatense: Omar Bermedo (Cultura); Simone Lopes, Presidente do Fundo Social de Solidariedade (FSS); Elias Silva (Turismo). Também estiveram presentes 86 alunos do SENAI de Cubatão.

O evento foi realizado pela UALP, com patrocínio máster da Mútua e apoio do sistema CONFEA/CREA-SP, da Prefeitura de Cubatão, além das Associações de Engenheiros e Arquitetos do Litoral Paulista, de Registro a Bertioga. Também contou com apoio institucional de parceiros como Sebrae e ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos).

A Prefeitura de Cubatão está alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Esta iniciativa integra o caminho proposto para efetivação da Agenda 2030: ODS8 – Trabalho decente e crescimento econômico, ODS9 – Indústria, inovação e infraestrutura, ODS11 – Cidades e comunidades sustentáveis.

Por: Secom Cubatão/JMA
Fotos: Secom/RO

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