Nesta sexta-feira (1º) é celebrado o dia do profissional de Educação Física. E Cubatão destaca um local em que essa profissão se funde com um propósito extraordinário: a UME Princesa Isabel, que existe há quatro décadas, representa luz no caminho da inclusão e desenvolvimento global de alunos com deficiência por meio das atividades físicas.
É nesta instituição que as práticas vão além de exercícios tradicionais e a Educação Física se torna mais do que uma disciplina; é a forma de conectar corpo e alma. Dois grupos distintos encontram acolhimento: 16 jovens entre 7 e 17 anos, que frequentam a educação exclusiva de segunda a sexta-feira, e 85 adultos ou ex-alunos, que participam de oficinas pelo menos duas vezes por semana.
No coração dessa abordagem está a individualização. Um por vez, embora passem por momentos de interação, a unidade oferece a cada um dos estudantes o mesmo modelo de frequência e duração do ensino regular, sendo duas sessões semanais de 45 minutos. Já os materiais são adaptados para atender às necessidades. Bolas com guizo, que permitem maior localização pelo som emitido, e um trampolim – o queridinho – são algumas das ferramentas utilizadas para tornar as aulas acessíveis e envolventes.
Como os atendimentos apresentam complexidades adicionais, já que alguns estudantes têm mais de uma deficiência, cada um possui a rotina adaptada, de modo que o ensinamento seja abordado da forma mais adequada possível. As instruções ficam por conta de Elaine Antunes, professora da Educação Física há 23 anos. “A proposta de trabalho é condizente com o desenvolvimento global deles, incluindo atividades como jogos, brincadeiras, danças, ginásticas e lutas”, explica.
Para a educadora, a oportunidade de lecionar na educação especial é um verdadeiro presente de Deus. “Sou muito feliz neste espaço. Quando cursei Educação Física, não tinha pensado em trabalhar com pessoas com deficiência, mas a escola caiu no meu colo. Com o tempo, fui mudando, me desenvolvendo e permaneço aqui até hoje”, relembra.
Hoje em dia, pelo menos 101 estudantes são beneficiados pelo programa nessa unidade escolar, mas além dos prazeres, existem os desafios. “Os alunos necessitam de um apoio terapêutico mais abrangente e a carência desse tipo de assistência apresenta desafios significativos que afetam nosso trabalho diário”, compartilha Elaine. Felizmente, o serviço nunca deixou de ser executado nos 42 anos de existência da UME Princesa Isabel.
Quanto às práticas de atividade física, pode-se dizer que esperança, inclusão e desenvolvimento continuarão caminhando lado a lado. “O profissional de Educação Física tem extrema importância, seja dentro da escola, academia, clubes e até hospitais. Ele consegue fazer com que a pessoa conheça seu corpo, limitações e possibilidades, para que os relacionamentos individual e social seja cada vez melhor”, diz Elaine.
Assim, o trabalho da unidade escolar serve como um lembrete de que, no Dia do Profissional de Educação Física, resiliência e o espírito de superação também devem ser comemorados. Com a força da inclusão, a determinação dos alunos e a orientação dos profissionais, essa instituição visa moldar um mundo mais inclusivo e repleto de possibilidades.
Por: Renan da Paz/Secom Cubatão
Fotos: Divulgação PMC











