Papagaio recuperado no Ceptas de Cubatão é destinado ao Zôo de São Paulo

Mais um exemplo de que a natureza consegue se recuperar com a ajuda do ser humano vem de um jovem papagaio-da-cara-roxa que foi tratado pelo Ceptas (Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens) de Cubatão, mantido pela São Judas – Unimonte. O animal foi destinado ao Zoológico de São Paulo há dois dias.

Segundo a veterinária do Ceptas, Priscilla Akiko Nakayama, o animal chegou em dezembro, após apreensão da Polícia Ambiental em uma residência em Itanhaém, em decorrência de uma denúncia. A espécie é encontrada no litoral de São Paulo e seu nome científico é Amazona brasiliensis. 

“Ele estava com suas penas em crescimento ainda, não voava e não se alimentava sozinho. Estava com muita fome. E, quanto ao comportamento, desde o início, aceitou a presença e manejo da equipe, mostrando já ter um comportamento domesticado”, lembra.

Gradativamente, a equipe do Ceptas foi introduzindo uma dieta diversificada após alimentá-lo com papinha para filhotes de psitacídeos.  Durante dois meses de cuidados, a jovem ave ganhou novas penas e aprendeu a voar numa sala.

“A reintrodução à natureza é um trabalho bem mais longo e demanda uma estrutura diferenciada. Ele está bem e em quarentena. Caberá ao Zoológico    avaliar se é possível reintegrá-lo à vida livre.  Até o momento que o acompanhei, não acredito ser possível, já que se trata de uma ave já domesticada”, destaca Priscila.

Denúncia – A recuperação do papagaio-da-cara-roxa só foi possível porque, além do tratamento adequado que recebeu no Ceptas, houve uma denúncia à Polícia Ambiental. Manter um animal silvestre sem autorização é crime ambiental.

Cerca de 70% dos animais em tratamento no Ceptas são aves, como o papagaio-da-cara-roxa, que chegam por meio de apreensões da Polícia Ambiental. O trabalho da unidade de Cubatão, mantida em parceria com a Prefeitura no Parque Cotia-Pará, é receber, tratar e cuidar do animal até a sua destinação. O Ceptas não faz resgates. O objetivo é sempre a soltura da espécie para devolvê-la à vida livre, mas nem sempre isso é possível.

Sequelas – Dependendo do que aconteceu com o animal, ele fica com sequelas que o impedem de sobreviver no seu habitat natural, de caçar ou de se defender dos predadores. Nestas situações, o Ceptas faz a busca por vagas em instituições, como zoológicos e mantenedores, onde os animais possam ter uma vida digna fora da natureza.Quando achar um animal silvestre, o procedimento correto é entrar em contato com a Polícia Ambiental, Guarda Civil Municipal (GCM) ou Secretaria de Meio Ambiente, que sabem para onde cada espécie deve ser levada.Ceptas – Ligado ao curso de Medicina Veterinária da São Judas – Unimonte, o Ceptas é referência no tratamento e na reabilitação de animais selvagens na Baixada Santista. Existe desde 2007 e, no Parque Cotia-Pará, em Cubatão, sua sede atual, funciona desde 2014, em parceria com a Prefeitura de Cubatão. Sua proposta é de preservação das espécies e sua reinserção na natureza, sempre que possível, ou seu destino a organizações ambientais credenciadas.

Texto: Assessoria de imprensa São Judas/Unimonte
Foto: Divulgação São Judas/Unimonte

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