Patrimônio histórico e cultural de Cubatão é destaque no 1º Seminário de Turismo

Em palestra, pesquisador  e escritor Wellington Borges alerta para a necessidade de preservação desse patrimônio e sua exploração adequada como atração turística

Cubatão tem posição de destaque, principalmente na Baixada Santista, quando se trata de patrimônio cultural. A observação foi feita pelo pesquisador e escritor Wellington Borges, em sua palestra “Patrimônio e Turismo”, nesta quarta-feira (25) no 1º Seminário de Turismo de Cubatão.
Iniciado na segunda-feira ( 23) e com encerramento previsto para esta  sexta (27), no Bloco Cultural do Paço Municipal Piaçaguera, o evento é promovido pela Prefeitura por intermédio da Secretaria Municipal de Turismo.
Para exemplificar sua tese, Borges citou, entre os vários sítios, monumentos e prédios centenários da cidade, os  monumentos históricos do Caminho do Mar, construídos em 1922 pelo Governo do Estado para comemorar os 100 anos da Independência;  o Cemitério Israelita, testemunho histórico do tráfico de mulheres judias do leste europeu ao Brasil entre os séculos 19 e 20;  os sambaquis com restos (cerâmicas,ossos, cascas de moluscos) dos habitantes pré-históricos da região; e as vilas operárias Fabril e Light, remanescentes do início da industrialização no País.
O escritor alertou, entretanto, para a necessidade de preservação desse patrimônio, para que ele cumpra sua missão de resgate da memória e atrativo turístico da cidade. “ Se por um lado possuímos um rico acervo cultural, por outro estes equipamentos carecem de obras de restauro e conservação e, acima de tudo,  de um projeto de uso sustentável, associando as necessidades da própria cidade com a atração de turistas”, afirmou.
Segundo Wellington Borges, a manutenção do patrimônio cultural não é apenas uma responsabilidade dos governos. “O patrimônio natural e cultural  pertence a todos. Cada um de nós – como indivíduo ou como povo – tem o direito e a responsabilidade de compreender, apreciar e conservar nossos valores particulares e, ao mesmo tempo, universais”, disse.
Explicou que hoje a ideia de patrimônio inclui não só os sítios históricos, as localizações e entornos construídos. Abrange também as paisagens, os processos de desenvolvimento das comunidades, a biodiversidade, os objetos diversos, as tradições, os conhecimentos e as vivências. “Nestes tempos de crescente globalização, a proteção, conservação, interpretação e apresentação da diversidade e o patrimônio cultural de qualquer sítio ou região é um desafio importante para qualquer povo em qualquer lugar. E a interação que envolve o turismo realizado de forma adequada resulta benéfica para todos”, concluiu.
Outras palestras da quarta-feira foram: “ Turismo arqueológico”, por Marília Oliveira Calazans e “ Caminhos do Mar- restauração dos monumentos”, a cargo de Nilton de Oliveira Peres. O último dia do seminário, nesta sexta-feira (27) , terá a seguinte programação: 9 horas, palestra “ Turismo Industrial”, por Fernando Bonísio; 10 horas, “ Tecnologia no Turismo” (Ewerton Henrique) e 10h30, “ Turismo na Agenda 21” ( CIDE/CIESP).
Foto: Thiego Barbosa

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