Prefeitura promove palestra com adolescentes sobre depressão

Encontro reuniu alunos da Escola Estadual Prof. José da Costa na manhã desta quinta-feira (17)
 
O primeiro passo leva tempo. Meses. E muitas vezes, anos. A decisão de buscar ajuda tem de superar muralhas de preconceitos. Afinal, como admitir que não se está bem consigo mesmo, com seus amigos, com o mundo que o cerca? Por isso, ao perceber o isolamento de alguém próximo, não ignore. Não minimize o sofrimento com comentários irônicos. Estenda a mão! E auxilie a pessoa a chegar ao consultório de um profissional da Saúde. O apelo foi feito pela psicóloga da rede pública municipal Ana Lúcia Lima Ribeiro que, na manhã desta quinta-feira (17), se reuniu com mais de 50 adolescentes da Escola Estadual Professor José da Costa, no Jardim 31 de Março. O tema da conversa manteve todos atentos: como driblar uma doença que se instala silenciosamente, a depressão.
Ao lado da também psicóloga Aline Gonçalves Abrantes de Almeida, Ana Lucia comentou que não raramente a pessoa que sofre com os sintomas da depressão está ao nosso lado. “Mas ela disfarça. Finge que está tudo bem. Com isso, o peso fica ainda maior e dolorido. Se você nota que seu amigo está sofrendo, converse; não o deixe mergulhar no isolamento social”.
Aline Almeida frisou que é importante desmistificar a crença popular de que psicólogo trata de “loucos”. “Se alguém torce o pé, procura o traumatologista. Se sente dores no peito, se socorre com o cardiologista. Mas quando o problema é mental, há resistência, uma luta em buscar auxílio profissional para ficar bem”.
Em Cubatão, o primeiro passo pode ser dado em direção à Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência. O atendimento é gratuito. No caso de menores de 18 anos, deve comparecer na companhia de um adulto nesse contato inicial. Não necessariamente alguém com parentesco direto. “Todas as unidades contam com psicólogos”, destacou Aline Almeida. “Se você apresenta sintomas de depressão, não demore a procurar ajuda, não prolongue a angústia”.

Normalmente, esse longo tempo sem assistência profissional solidifica comportamentos e atitudes que podem levar a graves consequências. A pior delas, a morte.
Tristeza – “Depressão não é frescura. É uma doença que traz um estado de tristeza profunda. O corpo inteiro sente, deprime, como diz a própria palavra. A pessoa fica muito emotiva, chorosa e não há razão lógica para isso. Tudo ocorre com intensidade. Come ou dorme demais ou de menos. Deixa de fazer o que antes lhe dava prazer. Não convesa mais com os amigos”, atenta Ana Lúcia.
Ela faz questão de frisar que “conversar” significa se expressar oralmente e não por intermédio de emojis. “Falar olhando nos olhos, sentindo a entonação da voz, a mensagem carregada de emoção. Dizer um sonoro ‘bom dia’ pode fazer a diferença”.
A estudante de psicologia da Universidade Federal Fluminense, Isabella Dias, acompanhou as profissionais e também interagiu com os alunos discorrendo sobre o abuso emocional praticado contra crianças e adolescentes. “Esse comportamento muitas vezes começa no namoro, na adolescência. Não devemos permitir que o outro bloqueie nossas ações”.
Foto: Divulgação

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