‘Revoada Cuipataã’ pesquisa ancestralidade do território cubatense e propõe diversas ações culturais


Realização do Coletivo 302, ação é composta por derivas e mostras fotográficas, intervenções, instalações artísticas e exposição virtual; toda programação é gratuita  

Projeto de pesquisa continuada que investiga a ancestralidade e valorização do território caiçara e seu conjunto de patrimônios históricos, culturais, imateriais e industriais, ‘Revoada Cuipataã: novos imaginários para a cidade de Cubatão’ promove cinco ações de artes gratuitas e abertas ao público até setembro de 2022.

A ação tem como objetivo colaborar para o fortalecimento da construção de outra imagem sobre a cidade, valorizando seus aspectos naturais e evidenciando a origem nordestina de seu povo e seu modo de vida, contribuindo para o enriquecimento cultural dos moradores e visitantes. Ao todo serão cinco eixos de ação. São eles:

– Deriva fotográfica: Três saídas fotográficas por bairros da cidade, registrando aspectos da paisagem e arquitetura industrial em contraste com a rica vegetação da Mata Atlântica e do cotidiano comum dos bairros. A ação já está em andamento desde o início de março.

– Intervenção visual urbana, performativa e sonora, exposição a céu aberto e criação de conteúdo audiovisual: Criação de um mural de 10x5m com a utilização de uma fotografia expandida produzida pelo Coletivo 302 durante a realização do trabalho “Vídeo-Retratos: Vila Parisi”, a partir de uma técnica hibrida de colagem e pintura praticada pelo artista convidado Raul Zito (@zito.raul).

– Residência Artística e instalação: Em parceria com o Lab Livre Performance – plataforma de criações performativas – a ação estará voltada para a formação de artistas visuais que usam o corpo como suporte e extensão de suas obras, tendo como premissa a revelação do território cubatense para uma pesquisa coletiva, que se findará em uma instalação aberta para visitação pública.

– Exposição fotográfica: A exposição reunirá um conjunto de 30 obras fotográficas inéditas, resultantes das derivas fotográficas. A ação acontece em parceria com a Evora Coletivo, grupo de arquitetura e artes urbanas da cidade de Cubatão, que desenvolverá um “museu urbano” que acomodará a exposição, criando um dispositivo de fácil mobilidade e de baixo custo que ficará exposto na principal avenida da cidade.

– Exposição on-line: Após o desenvolvimento de todas as ações presenciais acontecerá uma exposição on-line no site do Coletivo 302, em que constarão: 50 obras fotográficas das derivas pelos bairros, o registro fotográfico e o vídeo em timelapse da intervenção urbana, o registro fotográfico do bolsista em fotografia e o conjunto das obras desenvolvidas durante a residência em artes visuais, as fotos e o vídeo teaser da ação de exposição do museu urbano. Todas as fotografias resultantes desse projeto terão acessibilidade #pratodesverem.

“Estamos felizes em começar o projeto, que integra um processo de pesquisa que já é tradicional dentro do Coletivo 302. Nossa primeira ação, a Deriva Fotográfica, teve mais de 50 inscrições, tanto de fotógrafos profissionais quanto de pessoas que gostam de usar as câmeras para se expressarem, sem necessariamente estudarem fotografia. Queremos cada vez mais estar ao lado dos moradores da cidade, propondo novos olhares e reflexões sobre as raízes do nosso território”, destaca Allana Santos, uma das idealizadoras do projeto.

‘Revoada Cuipataã: novos imaginários para a cidade de Cubatão’ foi idealizado pelo Coletivo 302, com apoio da Secretaria de Cultura de Cubatão e realização do Governo do Estado de São Paulo, através do edital PROAC de Artes visuais e em parceria com o Evora Coletivo, Galpão Cultural e Lab Livre Performance. A programação completa pode ser acompanhada pelas redes sociais e pelo site do coletivo.

Sobre o Coletivo 302 – Criado em 2014, o Coletivo 302 é formado por 7 artistas da cidade de Cuipaitaã (Cubatão/SP) e surgiu da necessidade de cantar sua aldeia, mergulhar em suas memórias ancestrais e ressignificar construção do seu imaginário. A criação de suas obras flui de processos colaborativos e de ocupações em espaços públicos, desenvolvendo práticas teatrais, performativas, culturais e educativas.

Possui em seu repertório três trabalhos teatrais: Onde está o guará? (Infantil – 2016), #República (Juvenil – 2017) e Vila Parisi (Adulto – 2019), sendo este último, parte de um projeto de trilogia anti-tecnofascista chamado Zanzalá. Desenvolveu também três ciclos de estudos nos anos de 2017, 2018/19 e 2020, que por conta do isolamento social foi realizado em formato de podcast e disponibilizado nas plataformas de streaming.

Ainda durante a pandemia, criou a partir da obra Vila Parisi e da utilização de tecnologias periféricas, uma série de quatro vídeo performances para as plataformas do Sesc. Durante o processo de criação do segundo espetáculo, ocupou um depósito subutilizado dentro de um parque público e o transformou no Galpão Cultural, espaço destinado para experimentações, eventos, formações e demais atividades culturais. O espaço é gerido de forma compartilhada com outras coletivas e artistas independentes da cidade e em pouco mais de três anos de atividade, estima-se que já afetou mais de 10 mil pessoas.

Texto e foto: Coletivo 302

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