Transpetro e Prefeitura debatem segurança dos dutos de combustíveis que cruzam Cubatão

Reunião, na Secretaria de Obras, destacou a importância de ações contra vandalismos, causas principais dos acidentes

 
A necessidade de atualização permanente das medidas de vigilância e proteção, além de avaliações técnicas rotineiras das condições dos dutos de produtos químicos que cruzam a área urbana e industrial de Cubatão, foram assuntos da reunião realizada na manhã de terça-feira (17) na Prefeitura, entre técnicos da Secretaria Municipal de Obras e da Transpetro, empresa da Petrobras responsável pela maior parte daquelas estruturas.
As ações de fiscalização externa mereceram mais destaque porque, segundo a Transpetro, a maior causa de acidentes nos dutos (28,37%) são as interferências de terceiros, seguida de corrosão (25%), defeitos de construção ou fabricação (17,79%) e movimentação do solo (14,9%).
Conforme Geraldo Silvério, responsável pelo setor de Assuntos de Terceiros da Transpetro na região, a estatal mantém uma equipe patrulhando permanentemente as faixas de dutos, para coibir escavações não autorizadas, depredações e tentativas de furtos de combustível.
Autor da palestra técnica da reunião, Geraldo lembrou que o furto e estocamento da gasolina que vazava de um duto, por  parte de moradores das imediações, foi uma das principais causas da tragédia da antiga Vila Socó (hoje Vila São José). Ali, em 24 de fevereiro de 1984, um incêndio matou mais de 100 pessoas.
Geraldo assegurou que, em razão dos avanços tecnológicos e da atenção constante quanto à segurança, dificilmente uma tragédia como aquela se repetiria hoje. Disse ainda que o monitoramento, por equipamentos sofisiticados e por ação direta, é diário, envolvendo não apenas medições de pressão e resistência dos tubos, mas, até mesmo, as condições climáticas. “Precisamos conhecer a previsão do tempo para saber onde podem ocorrer deslizamentos de encostas ou inundações que possam deslocar ou danificar as bases daquelas estruturas”, disse.
Informou, também, que a Transpetro não hesita em substituir toda a tubulação, caso as análises técnicas indiquem evidências de vulnerabilidade. “Em 2008, um sistema de dutos foi totalmente trocado ao se constatar um descompasso entre a pressão do combustível e a espessura das paredes dos tubos”.
Do encontro participou, ainda, Leila Bertolt, supervisora de manutenção de faixas de dutos da estatal, na Baixada. Ela disse que Cubatão tem merecido maior atenção da Transpetro, em toda a região, quanto à segurança dessas áreas. “Do total do orçamento de manutenção para a Baixada, 30% destinam-se a Cubatão”, informou.
Ela explicou que a reunião desta terça-feira faz parte dos encontros de rotina anuais que a Transpetro realiza com as equipes técnicas das prefeituras.
 
Fotos: Marcus Cabaleiro
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