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Cidade celebra a paixão pelo futebol com a exposição “Cubatão de Chuteiras”, na Biblioteca Central

Mostra reúne álbuns históricos de Copas do Mundo de futebol profissional, camisas antigas, brinquedos colecionáveis e itens que marcaram gerações de torcedores. Há também um ponto de troca de figurinhas da atual edição
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A Prefeitura de Cubatão, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), abriu nesta sexta-feira (22) a exposição “Cubatão de Chuteiras”, na Biblioteca Central de Cubatão, localizada na Av. Nove de Abril, 1977, no Centro. A mostra segue aberta ao público até o próximo dia 31 de maio, sempre das 10h30 às 16h30, em dias úteis, e das 11h às 16h, aos sábados e domingos, sempre com entrada gratuita. A iniciativa da exposição se deve à parceria da Secult com os colecionadores cubatenses Wagner Pereira da Silva e Wagner Jakubowicz, ambos moradores do Vale Verde, contando ainda com apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Cubatão.

A exposição convida os visitantes a mergulharem na história das Copas do Mundo e na memória afetiva do futebol, reunindo itens raros e colecionáveis que marcaram diferentes gerações. Entre os destaques, estão álbuns originais de figurinhas das Copas do Mundo de 1990 até 2022, todos completos, somando mais de 5 mil figurinhas colecionadas. Muitos deles ainda intactos na embalagem plástica. A abertura contou com a presença os dois expositores, do ex-jogador cubatense Adiel de Oliveira Amorim, que atuou no Santos Futebol Clube e na Seleção Brasileira, e do presidente Instituto Histórico e Geográfico de Cubatão (IHGC), professor João Custódio.

De acordo com o secretário de Cultura, Omar Bermedo, o público também poderá conferir bonecos promocionais de jogadores de futebol que fizeram sucesso nas décadas de 1990 e 2000, camisetas antigas de clubes cubatenses, da região e de seleções internacionais, além de uma chuteira inspirada nos modelos utilizados entre as décadas de 1960 e 1970.  Segundo Omar, todos os itens da exposição não poderão ser  acessados, apenas visualizados. No local, os visitantes serão encaminhados para um painel para que possam  ver as capas dos álbuns disponíveis em tamanhos grandes.

Na visão do professor Custódio, “esta exposição também valoriza um pouco da história do futebol de Cubatão, dos tantos times importantes que tivemos aqui e dos jogadores que saíram da cidade e chegaram a fazer temporadas importantes. É uma homenagem a essa memória esportiva que faz parte da nossa identidade. Muitos clubes passaram por aqui, muitos atletas vestiram essas camisas com amor, e esse sentimento permanece vivo na cidade. Quero também agradecer a todos que ajudaram a tornar este projeto possível, aos parceiros, amigos, apoiadores e colaboradores que contribuíram com dedicação para que essa exposição acontecesse. É um momento de muita alegria para todos nós”, declarou o dirigente do IHGC.

O ex-jogador Adiel também destacou a importância de preservar a memória esportiva da cidade. “Quero agradecer pelo convite e parabenizar pela exposição. Cubatão precisa de iniciativas como essa, que valorizem a história do esporte e do futebol na cidade. O ex-atleta, que foi jogador dos times cubatenses Beira Rio e Aymoré, ainda enfatizou que “tenho um carinho muito grande por tudo o que vivi aqui, pelos times em que joguei e pelas pessoas que fizeram parte dessa trajetória. Para mim, é uma alegria participar deste momento”.

Colecionador há duas décadas, Wagner Pereira da Silva falou da sua satisfação em compartilhar o acervo com a população. “Trabalho desde 2006, começando com coleção particular e negociando as sobras. Geralmente, não faço muitas exposições devido à necessidade de ter um local para isso. Mas Já fiz algumas no Parque Anilinas, no encontro de colecionadores”, conta o expositor.

Já Wagner Jakubowicz relembrou o início da sua paixão pelo colecionismo ainda na infância, motivado pelas tradicionais figurinhas do chiclete ‘Ping Pong’, muito popular à época, e pelo encanto que as Copas do Mundo proporcionam aos aficionados pelo futebol e suas histórias, muitas delas fantásticas e até inusitadas .

“Comecei a colecionar na 1982, realizada na Espanha, e já estou há cinco Copas fazendo isso. Troco figurinhas, participo desse ambiente com filhos, netos e amigos que também curtem esse hobby. Eu amo isso”, vejo que já parte da minha vida, narrou o xará.

Há até ponto de troca de figurinhas e doação espontânea – Uma das atrações da exposição é o ponto de troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2026. E mais: quem desejar, pode fazer de forma espontânea  chamam de “doação solidária de figurinhas”. Neste caso, é uma parceria com a Secretaria de Assistência Social (Semas), em que as pessoas poderão doar algumas de suas figurinhas, sendo repetidas ou não, depositando-as no bauzinho local.

“Esta é uma atitude legal e que demonstra solidariedade das pessoas participantes. Todas as figurinhas doadas serão contabilizadas e, posteriormente, serão repassadas às crianças cujas famílias são atendidas pelo CRAS da cidade”, reforçou o titular da Secult.

Breve histórico – Vale lembrar de que o Brasil é o país que mais tem títulos na história do torneio. Neste ano, a Copa do Mundo Fifa de Futebol chega à sua  23ª Edição – de 11 de junho a 19 de julho, e desta vez conta com algumas novidades, como a de ser realizada de forma compartilhada por três nações diferentes, sendo EUA, México e Canadá. Outra novidade é formato, com 48 seleções participantes, divididas em 12 grupos. A Copa de 1930, no Uruguai, foi a única em que os times foram convidados. 13 seleções participaram.

A partir da Copa de 1934, realizada na Itália, as seleções classificaram-se por meio das eliminatórias, já com 16 seleções na disputa. Mas a partir da Copa de 1982, na Espanha, o torneio passou a ser disputado com 32 nações, ficando neste modelo até 1994. Na edição realizada na França, em 1998, o formato mudou para 32 nacionalidades, mantendo-se até a de 2022, ocorrida no Catar, no continente africano. Não custa dizer que o Brasil já foi sede nas edições de 1950 e 2014. Cabe recordar ainda de que, devido à Segunda Guerra Mundial, não foi possível a FIFA realizar as Copas de 1942 e 1946.

 Entrada gratuita – Segundo os organizadores, a proposta da exposição foi pensada neste sentido mesmo, o de aproximar o público da história do futebol por meio de objetos que despertam lembranças afetivas e ajudam a preservar a cultura esportiva popular. A entrada é gratuita e aberta ao público de todas as idades.

 

Texto: Secom Cubatão/Ismael Pereira

Fotos: Secom Cubatão/Marisol Andrade

 

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