Cubatão inicia, nesta sexta (1º), Plano Preventivo de Defesa Civil


As ações prosseguem até 31 de março de 2024, incluindo monitoramento das áreas de risco

O município de Cubatão operacionaliza o Plano de Contingência e o PPDC – Plano Preventivo de Defesa Civil, com o intuito de monitorar as áreas preocupantes por meio de instrumentos de identificação de riscos: previsão meteorológica, índices pluviométricos e vistorias em campo. Conforme planejamento da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec), ligada à Secretaria de Segurança Pùblica e Cidadania, o objetivo é evitar a perda de vidas humanas e bens materiais decorrentes de escorregamentos, inundações, enxurradas e outros processos geológicos e hidrológicos.

O Plano é executado entre 1º de dezembro até o dia 31 de março. O período tem justificativa plausível, pois normalmente é o de maior ocorrência de fortes chuvas. A Defesa Civil de Cubatão já vem fazendo esse trabalho de vistoria em locais que geram preocupação, o que será intensificado a partir de amanhã. O órgão informa que Cubatão possui cinco áreas frequentemente monitoradas pela Defesa Civil Municipal por conta dos riscos de deslizamentos e movimento de massa, a grande maioria com médio risco: Pilões, Água Fria, Cota 95 e 200. Apenas Mantiqueira está categorizada como alto risco. As áreas somam quase duas mil moradias.

“O plano abrange os locais de encosta habitados. Em Cubatão, a Defesa Civil também administra o Plano de Contingência da Serra do Mar, específico para encosta na área industrial e é operacionalizado junto ao PPDC. Está organizado em quatro níveis: observação, atenção, alerta e alerta máximo” explica Cristina Candido, Chefe de Divisão da  Comdec, que detalha o funcionamento abaixo citado abaixo:

Atuação cubatense – A partir de amanhã (1º), será decretado o nível de observação. Nessa fase, será feito acompanhamento dos índices pluviométricos e da previsão meteorológica. Já o nível de atenção é implantado a partir dos índices acumulados de chuva e ocorrência de precipitação crítica, sendo que nesse caso a Defesa Civil intensifica as vistorias, especialmente nas áreas de risco. Já o nível de alerta prevê a remoção preventiva da população das áreas de risco identificadas nas visitas técnicas. O mais preocupante é o nível de alerta máximo, que exige a remoção imediata da população que ocupa áreas em perigo. As mudanças de nível são determinadas obedecendo a critérios geotécnicos e hidrológicos. Cubatão tem 7 postos para medir o acumulado de chuvas. Quatro deles estão localizados na Serra do Mar, dois na zona industrial e um em área urbana.

Ainda de acordo a profissional, os técnicos da Defesa Civil cubatense participam frequentemente de treinamentos promovidos pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC) justamente para esta Operação, com oficinas do Estadual, Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Além disso, a Comdec conta com novos técnicos, contratados via concurso público, e com diversos equipamentos, recebidos no passado, para ajudar no trabalho de monitoramento e de atendimentos às comunidades como viatura, geradores de energia, lanternas, holofotes, coletes, luvas, entre outros.

Boletins de Alerta –  Outra importante ferramenta que poderá ser usada no PPDC são os boletins de alerta por SMS, em que os munícipes podem cadastrar seus celulares para receber os avisos por mensagem de texto sempre que houver mudança climática significativa ou de perigo iminente para a comunidade. Para receber as notificações, os cidadãos devem cadastrar o CEP da residência ou de qualquer outra localidade como do trabalho, enviando um SMS para 40199. O serviço é gratuito. “Com esse sistema, as pessoas passam a receber alertas sempre que a Defesa Civil identificar uma situação de risco na área que abrange o CEP registrado como chuvas fortes, enchentes, deslizamentos, incidência de raios e outros fenômenos causados por eventos meteorológicos”, finaliza Cristina.

A história do PPDC  – Em 1988, vários escorregamentos ocorreram no País. Os mais graves foram registrados em Petrópolis, com 171 mortes; Rio de Janeiro, 53 mortes; e litoral de São Paulo, com 17 vítimas fatais (Cubatão, Santos e Ubatuba). Na época, o Governo do Estado determinou aos institutos de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Geológico, Florestal e de Botânica que realizassem estudos para o mapeamento dos problemas e a elaboração de propostas, dentre as quais, o Plano Preventivo de Defesa Civil. Ainda em 88, prefeituras da Região Metropolitana da Baixada Santista e Litoral Norte concordaram em firmar um pacto de ações voltadas a reduzir o número de vítimas fatais causadas por escorregamentos. O êxito obtido foi replicado em outras regiões.

Por: Secom Cubatão
Foto: Divulgação PMC

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